segunda-feira, 17 de maio de 2010

Robin Hood

E aqui está uma outra novidade, não surgiu logo no dia e que na verdade não era planeada, mas é a primeira vez que isto acontece no blog e como tal é ... adivinharam ... novidade.

Tenho a honra de vos apresentar a primeira SMR não escrita por mim, mas sim por uma assíduissima leitora. Agradeçam por isso à Margarida, primeiro por me poupar o trabalho de ir ver o Robin Hood e - depois - por partilhar connosco as suas opiniões.






Obrigado Margarida.
E agora a crítica, que é para isso que vocês aqui vêm.


Robin Hood:


Olá amiguinhos do SMR! Depois de alguma resistência decidi aceitar o convite do crítico mor e escrever algo que se assemelhe levemente a crítica aos filmes que ele não tem o prazer de ver (que são poucos). E qual é o filme com que abro as honras de convidada? Pois bem Robin Hood, de Ridley Scott.

Estava bastante curiosa e tinha altas expectativas para este filme. Sou uma espécie de fã da lenda deste personagem, que reza a lenda viveu na Inglaterra do século XIII e que defendia os fracos e oprimidos, roubando aos ricos e dando aos pobres. E o que se pensa quando se fala em filmes de Robin Hood? Exacto! Num filme cheio de peripécias com roubos e injustiças corrigidas.

Mas o que seguimos é a história de como Robin Longstride se torna Robin Hood. Leal soldado e simples arqueiro no exército de Ricardo Coração de Leão, Robin e quatro companheiros (entre eles o famoso João Pequeno) combatem em França mas desertam depois de o Rei ser morto, rumando de regresso à Inglaterra. Pelo meio encontram Sir Robert de Loxley que é morto numa emboscada e que já moribundo, encarrega Robin de entregar a espada ao pai em Nothingham e a coroa do rei em Londres. Entre intrigas e palavras de esperança, Robin, assume a identidade do falecido Sir Robert para entregar a coroa em Londres, viaja para Nothingham de seguida para entregar a espada e aí se descobre como um improvável herói e líder do povo, descobre a verdade sobre o seu passado, evita a guerra civil, luta por Inglaterra contra os franceses e ainda tem tempo para se apaixonar por Marion de Loxley, viúva de Robert de Loxley. Confundidos? Até é simples.

A reconstituição de época está bem conseguida, está bem filmado e dá-nos um sentido de realidade ao nível de “hummm devem todos cheirar mal”. O elenco está bem nos seus papéis (gostei de ver uma Lady Marion mais lutadora do que coitadinha), Crowe não vai mal, mas o seu registo recordou-me demasiado o papel em Gladiador. Mark Strong consegue ser odioso enquanto o traidor de serviço e Oscar Isaac é um Rei John que apetece assassinar. Não evitei um sorriso ao rever uma actriz que vi há bem pouco tempo num filme do Indie Lisboa, Lourdes, no papel da futura rainha de Inglaterra, Isabella de Angoulême. Em suma, o filme é giro, entretém, mas como a minha companhia me disse “estes filmes tornam-se sempre demasiado previsíveis” e às tantas estamos a observar os clichés de tantos outros filmes de época e a sentir que estamos a ver mais um.

Se gostei? Gostei bastante! Se recomendo? Há melhores. Se valeu a pena? Valeu, porque é filme para se ver no cinema. Se esteve dentro das expectativas? Ia à espera de um filme de Robin Hood e saiu-me um filme épico, por isso se vão à espera de algo parecido com o Robin Hood de Kevin Costner, podem mudar já de ideias, que o que vão ter é o Gladiador inglês do século XIII.

7 comentários:

  1. Foi um prazer porque o filme te agradou...se tivesses de analisar o A Religiosa Portuguesa percebias porque é que crítico de cinema não é a "profissão" perfeita

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  2. Thanks Margarida, assim poupo o meu dinheiro. Se por acaso viste o Cemetery Junction bota prai review.

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  3. Essa deve ser mais dificil pelos próximos tempos, André. Ainda não estreou por cá e este é um blog quase 100% legal :P

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  4. João,foi um prazer porque me deu gozo escrever para o blog e tu sabes bem que se for para dizer mal também digo.

    De nada André. Sou meio contra as ilegalidades por isso só quando estrear, se conseguir ir ver of course, deixo aqui o meu bitaite.

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