quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Single Man

A Single Man:



(mais uma vez fica o aviso, este não é o poster usado em Portugal, mas como gosto mais dele é com este que levam)


Beeeeeeeeeem! Para primeiro filme, este A Single Man está muito bem realizado!

É verdade, A Single Man é o primeiro filme do Tom Ford, um senhor que pelos vistos é uma pessoa importante no mundo da moda (coisa que eu não sabia, porque sei muito pouco sobre o mundo da moda). Pois foi em boa altura que decidiu aventurar-se no cinema e realizar este filme.

A história prende-se com o lidar com uma perda: George (Colin Firth, já falo dele mais abaixo) perde o seu companheiro de vida e, cansado de lidar com a sua perda (acho que isto não é um SPOILER, mas por via das dúvidas não leiam até ao fim do próximo parágrafo) decide acabar com a sua própria vida. Metódico como é, decide gastar o seu último dia a organizar o que ficará para além dele (adorei o pormenor de deixar a roupa, e até o tipo de nó da gravata, escolhido) e a despedir-se dos seus amigos. O alívio vem no final, mas se calhar não como ele (nem nós) estavamos a pensar.

Para mim, há duas coisas que sobressaem neste filme e em primeiro lugar está a fantástica fotografia que nos é apresentada, revelando um impecável sentido estético e que só peca numa coisa...o irritante hábito de mudar a palete de cores consoante o estado de espírito do protagonista. Ou não o faziam e mantinham sempre tudo na mesma onda ou faziam-no de forma mais discreta, assim torna-se uma distracção.

O outro ponto alto é a já muito elogiada interpretação do Colin Firth, que dizem que é um papel de uma vida. Não sei se será caso para pôr a fasquia tão alta (o senhor ainda é relativamente jovem e ainda há de querer subir na carreira, coitadinho) mas acho que se pode dizer que está excelente na sua contenção, mesmo nos momentos mais descontraídos com a sua amiga Charley (Julianne Moore, que fica sempre bem em qualquer fotograma)

Em relação a pontos negativos só uma pequena menção; algo que não mata o filme mas que a meu ver se torna o seu elo mais fraco...Tendo em conta que o filme nos tenta mostrar o desespero de George pela perda do seu amor, os pequenos flirts que vai tendo ao longo do dia em que o seguimos são, por muito inconsequentes que sejam, pareceram-me desajustados.

(Volta o aviso de SPOILER)
Ou nos matamos por amor ou engatamos putos com metade da nossa idade. As duas coisas no mesmo período temporal não soam bem juntas.

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