Pois é, caros leitores, o primeiro ano deste blog já está a acabar. Ao longo de 2009 vi - e analisei - 101 filmes, numa média de 1,94 filmes por semana, e para o ano prometo continuar.
Mas por agora, e como é praxe nestas alturas de fim de ano, venho fazer-vos uma pergunta: qual foi, destes 101 filmes, aquele que gostaram mais? Podem responder na barra aqui à direita. A lista que deixei é o meu top 10, mas se escolherem outro deixem a vossa preferência nos comentários.
Não se esqueçam de comentar, gosto de saber a vossa opinião e gostaria de ter sugestões para melhorar isto ainda mais.
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Helly my non-Portuguese readers.
The first year of this blog is now almost over. Since the beginning of 2009 I watched - and reviewed - 101 movies, which gets me an 1,94 movies/week average. Keep coming back next year, as this blogging adventure is far from over.
But now I have the customary poll for you. Which these 101 movies was your favourite? You can vote on the right and (free Portuguese lesson!) "Outro" means that I'd like to know if your movie isn't on my Top-1o list.
Also, I'd really appreciate if you could write your suggestions/comments. I want to improve this blog and I really can't do it without your help.
Obrigado | Thank You,
jmnpm
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
New Moon + Avatar
New Moon:

Ai ai ai ai...o que é que eu posso dizer sobre este filme, o segundo da saga Twilight? Bem, posso começar por ser simpático e dizer que tem uma banda sonora razoável.
De resto não consegui gostar minimamente de nada. "Nadinha de nada?", perguntam vocês. Nadinha de nada! A história é básica, inferior ao target adolescente que procura atingir (ou isso ou dou-me com os adolescentes errados), as actuações só não são más porque são péssimas (então os dois protagonistas masculinos, Edward e Jacob, deviam ser relegados para os Morangos com Açúcar série de Verão e não serem convidados para ficar na versão regresso às aulas!), mau mau mau mau. Já disse que é mau? É! É muito mau.
Mas há coisas boas: uma para a humanidade em geral - já falta menos um filme para esta saga acabar - e outra para pessoas com um fetiche (preocupante, a meu ver) por rapazes em tronco nu - diria que nos 130 minutos do filme cerca de 129 contam com um "wolfboy" a mostrar os abdominais em situações que não o justificam.
Devo confessar que tinha a ideia que esta série de livros e filmes seria um Harry Potter mais manhoso e mais direccionado a raparigas, mas nunca imaginei quão diferentes podiam ser. Nunca li os livros nem de um nem de outro, mas no que toca a filmes o Harry e os seus amigos dão uma coça monumental a estes vampiros deprimidos e brilhantes (sim, porque eles brilham...não no escuro mas ao Sol).
P.S.: Desculpa, Lara ;)
Avatar:


Ai ai ai ai...o que é que eu posso dizer sobre este filme, o segundo da saga Twilight? Bem, posso começar por ser simpático e dizer que tem uma banda sonora razoável.
De resto não consegui gostar minimamente de nada. "Nadinha de nada?", perguntam vocês. Nadinha de nada! A história é básica, inferior ao target adolescente que procura atingir (ou isso ou dou-me com os adolescentes errados), as actuações só não são más porque são péssimas (então os dois protagonistas masculinos, Edward e Jacob, deviam ser relegados para os Morangos com Açúcar série de Verão e não serem convidados para ficar na versão regresso às aulas!), mau mau mau mau. Já disse que é mau? É! É muito mau.
Mas há coisas boas: uma para a humanidade em geral - já falta menos um filme para esta saga acabar - e outra para pessoas com um fetiche (preocupante, a meu ver) por rapazes em tronco nu - diria que nos 130 minutos do filme cerca de 129 contam com um "wolfboy" a mostrar os abdominais em situações que não o justificam.
Devo confessar que tinha a ideia que esta série de livros e filmes seria um Harry Potter mais manhoso e mais direccionado a raparigas, mas nunca imaginei quão diferentes podiam ser. Nunca li os livros nem de um nem de outro, mas no que toca a filmes o Harry e os seus amigos dão uma coça monumental a estes vampiros deprimidos e brilhantes (sim, porque eles brilham...não no escuro mas ao Sol).
P.S.: Desculpa, Lara ;)
Avatar:
A promoção deste filme apresentava-o como game-changer (i.e., nunca mais o cinema será o mesmo) e referia-se várias vezes ao Titanic, o último filme do James Cameron e - para mim - o exemplo clássico de filme que se baseia em clichés e grandes efeitos visuais para conquistar o público e a crítica.
Acho que é esta segunda referência que está mais acertada. O Avatar é precisamente isso: um filme que, se não nos distraíssemos com os efeitos visuais, pouco ou nada tem de conteúdo original. E ainda por cima é um copy/paste de fraca qualidade...aqui é um soldado humano que se apaixona pela raça alienígena que deveria infiltrar, estudar e trair e - claro - decide lutar contra os mauzões, que neste caso são os terráquios.
Muito se tem discutido esta vertente do filme, sobretudo nos EUA (where else?)...diz-se que é um filme anti-americano, e que mostra as actividades humanas numa perspectiva parecida ao colonialismo. É verdade que o faz, mas também não deixa de ser verdade que se tal comportamento fosse real seria altamente censurável. Mas todas estas questões seriam mais relevantes se a história fosse interessante, mas não o é.
Ficamos, por isso, com o aspecto técnico. É verdade que o cinema nunca mais será o mesmo? Na minha opinião vai continuar a ser o mesmo. ("E o que é que a minha opinião me interessa?", pergunta o leitor; "Olha, se não importasse não me lias", retorque o escriba na sua linguagem cuidada e coloquial ao mesmo tempo que pensa "Sou importante").
Um aviso importante: este filme tem de ser visto em 3D. Está nas salas a versão 2D mas não contem com ela. Foi feito para ser visto com os óculos maravilha e é com os óculos maravilha que o devem ver.
O problema é que o 3D é, de facto, o melhor que já vi mas não é assim tão marcante que me faça apaixonar por este formato e pensar que nunca mais quero ver filmes sem os óculos do Stevie Wonder.
Mais impressionante que o 3D é a qualidade do CGI...está uns quantos passos acima do costume, mas mais uma vez não me deixou maravilhado. É extremamente realista, mas o mundo de Avatar é demasiado cartoon para o meu gosto. Gosto mais dos efeitos que, por exemplo, foram usados na trilogia do Senhor dos Anéis...aí mesmo as criaturas inventadas são mais "sujas", mais reais.
Como dizia um crítico que li recentemente (colega, desculpa não te citar, mas esqueci-me quem és) é mau sinal quando na crítica de um filme se fala quase exclusivamente na parte técnica. Sou forçado a concordar...se descontarmos os efeitos especiais estamos perante um filme mediano e que não atrairia ninguém aos cinemas. (Iriam ver um filme em que um soldado português na guerra colonial se apaixona pela cultura de uma qualquer tribo moçambicana e resolve lutar por, e não contra, eles??? Eu iria, por acaso, mas eu não sou exemplo porque - perdoe-se a expressão - papo tudo)
Assim, efeitos especiais incluídos, ficamos com um filme pipoca decente, que deve estar perto de conseguir o seu objectivo ... encher os bolsos do James Cameron e da 20th Century Fox, pelo menos as salas têm estado a abarrotar.
Acho que é esta segunda referência que está mais acertada. O Avatar é precisamente isso: um filme que, se não nos distraíssemos com os efeitos visuais, pouco ou nada tem de conteúdo original. E ainda por cima é um copy/paste de fraca qualidade...aqui é um soldado humano que se apaixona pela raça alienígena que deveria infiltrar, estudar e trair e - claro - decide lutar contra os mauzões, que neste caso são os terráquios.
Muito se tem discutido esta vertente do filme, sobretudo nos EUA (where else?)...diz-se que é um filme anti-americano, e que mostra as actividades humanas numa perspectiva parecida ao colonialismo. É verdade que o faz, mas também não deixa de ser verdade que se tal comportamento fosse real seria altamente censurável. Mas todas estas questões seriam mais relevantes se a história fosse interessante, mas não o é.
Ficamos, por isso, com o aspecto técnico. É verdade que o cinema nunca mais será o mesmo? Na minha opinião vai continuar a ser o mesmo. ("E o que é que a minha opinião me interessa?", pergunta o leitor; "Olha, se não importasse não me lias", retorque o escriba na sua linguagem cuidada e coloquial ao mesmo tempo que pensa "Sou importante").
Um aviso importante: este filme tem de ser visto em 3D. Está nas salas a versão 2D mas não contem com ela. Foi feito para ser visto com os óculos maravilha e é com os óculos maravilha que o devem ver.
O problema é que o 3D é, de facto, o melhor que já vi mas não é assim tão marcante que me faça apaixonar por este formato e pensar que nunca mais quero ver filmes sem os óculos do Stevie Wonder.
Mais impressionante que o 3D é a qualidade do CGI...está uns quantos passos acima do costume, mas mais uma vez não me deixou maravilhado. É extremamente realista, mas o mundo de Avatar é demasiado cartoon para o meu gosto. Gosto mais dos efeitos que, por exemplo, foram usados na trilogia do Senhor dos Anéis...aí mesmo as criaturas inventadas são mais "sujas", mais reais.
Como dizia um crítico que li recentemente (colega, desculpa não te citar, mas esqueci-me quem és) é mau sinal quando na crítica de um filme se fala quase exclusivamente na parte técnica. Sou forçado a concordar...se descontarmos os efeitos especiais estamos perante um filme mediano e que não atrairia ninguém aos cinemas. (Iriam ver um filme em que um soldado português na guerra colonial se apaixona pela cultura de uma qualquer tribo moçambicana e resolve lutar por, e não contra, eles??? Eu iria, por acaso, mas eu não sou exemplo porque - perdoe-se a expressão - papo tudo)
Assim, efeitos especiais incluídos, ficamos com um filme pipoca decente, que deve estar perto de conseguir o seu objectivo ... encher os bolsos do James Cameron e da 20th Century Fox, pelo menos as salas têm estado a abarrotar.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Clerks + Les Beaux Gosses
Clerks:

Sabem quem são o Jay e o Silent Bob? Dois personagens, interpretados pelo Jason Mewes e pelo Kevin Smith, que vão aparecendo de tempos a tempos nos filmes do segundo, filmes como o Dogma (que achei engraçado). Pois foi aqui que eles surgiram pela primeira vez, o que faz algum sentido se tivermos em conta que este é o primeiro filme do (grande) moço.
Ora, foi por mais por curiosidade em relação a eles que por vontade de ver o filme que me pus a meter a ver este Clerks. É um filme completamente lo-fi, com algumas piadas e muita conversa que não interessa por aí além.(Realista, portanto)
Deu para perceber que...
...e pronto, a SMR fica por aqui porque adormeci a ver o filme. Não que o estivesse a achar péssimo até ali, mas também não estava cheio de sono. Fiquei-me por aqui, mas se um dia destes voltar a apanhar o filme pode ser que venha cá completar isto.
Les Beaux Gosses:

"O American Pie francês"...é assim que este Les Beaux Gosses tem sido falado nas críticas que li. Não concordo.
Sem dúvida que a temática é parecida, a descoberta do amor/sexualidade por parte de jovens do sexo masculino e a abordagem é cómica, mas tudo o mais é bastante diferente. Enquanto que no American Pie tudo é exagerado e as piadas são muitas das vezes escatológicas, aqui estamos perante uma história mostrada de uma forma bastante mais próxima do documentário e o humor é real.
Hervé e Camel (os rapazes do poster) são dois amigos não muito diferentes do que eu era naquela idade...muito convencidos nas conversas entre rapazes, demasiado tímidos/self-conscious quando abordam as miúdas. Mas, vá-se lá saber porquê, uma delas lá fica de beicinho pelo Hervé, e a partir daí seguimos as suas descobertas...os primeiros linguados ("Não! Eu já beijei imensas raparigas antes de ti...Quem? Umas italianas..."), os primeiros planos a dois, a primeira desilusão amorosa e o primeiro "seguir em frente". Enquanto isso Camel, e os restantes amigos do seu grupo, vão vendo Hervé como um enviado especial ao mundo das raparigas, e vão tentando saber tudo o que se está a passar, acrescentando sempre um ponto àquele conto.
O que mais me agradou no filme foi precisamente o ser diferente do tal American Pie, é um filme verdadeiro. Quando vi o American Pie fartei-me de rir (mais que neste) mas nunca me senti ligado àquela realidade, aqui foram tantas as vezes que dei por mim a pensar "já passei por aquela situação" que não posso deixar de elogiar quem escreveu aquela história, fez uma boa investigação e sobretudo puxou bem pela memória (são dois argumentistas homens, de certeza que também passaram por aqueles momentos).
O facto de serem actores totalmente desconhecidos também ajuda...se estivessemos a falar de um filme americano interpretado por jovens actores já conhecidos a ligação não seria tão próxima. Assim, e apesar de nenhuma interpretação ser fabulosa (o destaque, apesar de tudo vai para Alice Trémolière, que faz de Aurore) senti-me em casa naquele grupo de amigos. E sentir-me em casa é bom.

Sabem quem são o Jay e o Silent Bob? Dois personagens, interpretados pelo Jason Mewes e pelo Kevin Smith, que vão aparecendo de tempos a tempos nos filmes do segundo, filmes como o Dogma (que achei engraçado). Pois foi aqui que eles surgiram pela primeira vez, o que faz algum sentido se tivermos em conta que este é o primeiro filme do (grande) moço.
Ora, foi por mais por curiosidade em relação a eles que por vontade de ver o filme que me pus a meter a ver este Clerks. É um filme completamente lo-fi, com algumas piadas e muita conversa que não interessa por aí além.(Realista, portanto)
Deu para perceber que...
...e pronto, a SMR fica por aqui porque adormeci a ver o filme. Não que o estivesse a achar péssimo até ali, mas também não estava cheio de sono. Fiquei-me por aqui, mas se um dia destes voltar a apanhar o filme pode ser que venha cá completar isto.
Les Beaux Gosses:

"O American Pie francês"...é assim que este Les Beaux Gosses tem sido falado nas críticas que li. Não concordo.
Sem dúvida que a temática é parecida, a descoberta do amor/sexualidade por parte de jovens do sexo masculino e a abordagem é cómica, mas tudo o mais é bastante diferente. Enquanto que no American Pie tudo é exagerado e as piadas são muitas das vezes escatológicas, aqui estamos perante uma história mostrada de uma forma bastante mais próxima do documentário e o humor é real.
Hervé e Camel (os rapazes do poster) são dois amigos não muito diferentes do que eu era naquela idade...muito convencidos nas conversas entre rapazes, demasiado tímidos/self-conscious quando abordam as miúdas. Mas, vá-se lá saber porquê, uma delas lá fica de beicinho pelo Hervé, e a partir daí seguimos as suas descobertas...os primeiros linguados ("Não! Eu já beijei imensas raparigas antes de ti...Quem? Umas italianas..."), os primeiros planos a dois, a primeira desilusão amorosa e o primeiro "seguir em frente". Enquanto isso Camel, e os restantes amigos do seu grupo, vão vendo Hervé como um enviado especial ao mundo das raparigas, e vão tentando saber tudo o que se está a passar, acrescentando sempre um ponto àquele conto.
O que mais me agradou no filme foi precisamente o ser diferente do tal American Pie, é um filme verdadeiro. Quando vi o American Pie fartei-me de rir (mais que neste) mas nunca me senti ligado àquela realidade, aqui foram tantas as vezes que dei por mim a pensar "já passei por aquela situação" que não posso deixar de elogiar quem escreveu aquela história, fez uma boa investigação e sobretudo puxou bem pela memória (são dois argumentistas homens, de certeza que também passaram por aqueles momentos).
O facto de serem actores totalmente desconhecidos também ajuda...se estivessemos a falar de um filme americano interpretado por jovens actores já conhecidos a ligação não seria tão próxima. Assim, e apesar de nenhuma interpretação ser fabulosa (o destaque, apesar de tudo vai para Alice Trémolière, que faz de Aurore) senti-me em casa naquele grupo de amigos. E sentir-me em casa é bom.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Tetro
Tetro:


Tetro é o último filme do Francis Ford Coppola, um senhor que fez filmes de tão pouca qualidade como a trilogia d'O Padrinho, o Apocalypse Now ou o Youth Without Youth (este último é mesmo mau, os outros...estava a brincar).
Tetro é o último personagem do Vincent Gallo, um senhor que protagonizou filmes tão bons como o Bufallo 66, o Trouble Every Day e o Brown Bunny (os dois primeiros são mesmo bons, o terceiro...estava a brincar).
Com esta dupla tanto podíamos esperar um filme genial como uma daquelas peças cinematográficas que pouco mais alcançam que a auto-congratulação. Felizmente, Tetro é também o título de um dos melhores filmes que vi este ano. (Que está quase a acabar! Será este o último post? Aceitam-se apostas!)
É um excelente filme porque consegue conjugar excelência a nível técnico (fotografia a preto e branco impecável, trabalho de actores muito bem conseguido, banda sonora de qualidade) com uma história que nos deixa interessados do princípio ao fim: Bennie, o irmão mais novo (Alden Ehrenreich, não muito mau mas demasiado parecido com o Leonardo DiCaprio circa 1996) resolve procurar Tetro, o seu irmão "desaparecido" em Buenos Aires, cidade de onde recebeu as suas últimas noticias. Encontram-se, com a ajuda da sua cunhada Miranda (Maribel Verdú, excelente) e reiniciam uma relação tempestuosa que acabará com uma série de revelações sobre Carlo, patriarca da família e génio musical que destrói tudo em seu redor.
Infelizmente este filme não parecer vir a ter grande distribuição no mercado nacional (é estranho, apesar de tudo o Coppola é o Coppola), mas merecia. Não é um filme fácil, de certa forma parece orgulhar-se de não o ser, mas é um título essencial para qualquer pessoa que tenha o gosto não só de cinema, mas de assistir ao desenrolar de boas histórias, desempenhadas por um grupo de profissionais no seu melhor.
Ou seja, se os meus queridos leitores só puderem ver um filme recomendado por mim este ano não me desagradaria que fosse este que vissem. Não é O filme que vi em 2009, mas anda lá perto.
Tetro é o último personagem do Vincent Gallo, um senhor que protagonizou filmes tão bons como o Bufallo 66, o Trouble Every Day e o Brown Bunny (os dois primeiros são mesmo bons, o terceiro...estava a brincar).
Com esta dupla tanto podíamos esperar um filme genial como uma daquelas peças cinematográficas que pouco mais alcançam que a auto-congratulação. Felizmente, Tetro é também o título de um dos melhores filmes que vi este ano. (Que está quase a acabar! Será este o último post? Aceitam-se apostas!)
É um excelente filme porque consegue conjugar excelência a nível técnico (fotografia a preto e branco impecável, trabalho de actores muito bem conseguido, banda sonora de qualidade) com uma história que nos deixa interessados do princípio ao fim: Bennie, o irmão mais novo (Alden Ehrenreich, não muito mau mas demasiado parecido com o Leonardo DiCaprio circa 1996) resolve procurar Tetro, o seu irmão "desaparecido" em Buenos Aires, cidade de onde recebeu as suas últimas noticias. Encontram-se, com a ajuda da sua cunhada Miranda (Maribel Verdú, excelente) e reiniciam uma relação tempestuosa que acabará com uma série de revelações sobre Carlo, patriarca da família e génio musical que destrói tudo em seu redor.
Infelizmente este filme não parecer vir a ter grande distribuição no mercado nacional (é estranho, apesar de tudo o Coppola é o Coppola), mas merecia. Não é um filme fácil, de certa forma parece orgulhar-se de não o ser, mas é um título essencial para qualquer pessoa que tenha o gosto não só de cinema, mas de assistir ao desenrolar de boas histórias, desempenhadas por um grupo de profissionais no seu melhor.
Ou seja, se os meus queridos leitores só puderem ver um filme recomendado por mim este ano não me desagradaria que fosse este que vissem. Não é O filme que vi em 2009, mas anda lá perto.
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